A morte na vida (Insight)

Numa quarta feira comum e qualquer,

Eu senti a necessidade de renascer , acordei com esse anseio,

E nisso, numa conversa com uma amiga ela me falou:

Amiga pra renascer ê necessário morrer antes

E eu a perguntei:

Amiga e como eu morro?

Claro que ela entendeu de forma simbólica.

E assim como Tudo na vida tem seu começo mas também tem seu fim;

Para um novo ciclo começar é preciso abandonar o velho, e aceitar o novo mesmo que incerto;

Onde a morte há também a vida

a morte as vezes é dolorosa, as vezes nos apegamos as coisas que não nos serve mais

é como insistir em usar aquele sapato velho que sabemos que nos machuca e aperta os dedos

talvez por medo, inseguranca , por não saber fazer e ver diferente ou por teimosia.

As vezes a morte é consciente ou incosciente.

As vezes a percebemos, e muitas das outras já estamos morrendo há tempos.

morrer é virar cinza, virar pó, é se transformar, transformar a matéria através do fogo a ponto de não mais nos reconhecermos mais

e como a lagarta que morre em seu casulo e vira a borboleta

As vezes nos entregamos, outras resistimos e outras permitimos , muitas mesmo até pedimos por ela;

a morte é sabia, mas não é divertida, doí , pesa, machuca, mas é necessária;

seu relógio não erra, vem no momento que é para vir, mesmo que achamos não estar preparada para ela, mas aprendemos a aceita, respeitar la ou carrega la no decorrer da vida apesar dos medos

A troca de pele, de pelo, um corte de cabelo, um termino de curso, mudança de uma casa, cidade ou pais, uma mudança de um trabalho, termino no relacionamentos ou ciclos.

Na vida morremos várias vezes e RENASCEMOS tantas outras,

É natural, intuitivo instintivo compreensível ou não, assim como a arvore perde suas flores para outras nascerem.

Quando vemos e aceitamos a morte, nos preparamos para renascer mais fortes

Como a fênix ou como seres humanos, seja homem ou mulher mas que em sua natureza busca evoluir, e no seu acreditar construir e retornar seu poder, e através da ruptura em sua casca que a protege do mundo externo ela inicia uma nova jornada de aprendizados, mesmo com tantas cicatrizes, cansaço e pesos que a morte já tenha lhe causado.

Mas talvez, só nos resta seguir esse único caminho com o que temos, responsabilidade, força e consciencia da nova estrada longa mas com infinitas possibilidades;

me permitindo mais uma vez morrer ao aceitar essas flores de crisântemo que simboliza a morte mas também o honrar a vida.

e nisso eu lhe pergunto, e vc? quantas vezes você ja se permitiu morrer para renascer? ou insisti ainda em usar o sapato velho que te machuca.

Texto e arte realizado por Millene Ishihara, seguindo a linha terapêutica holística e de auto conhecimento na tatuagem, tornando único e autoral seu trabalho.

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